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abril 15

Dia Internacional da Síndrome de Down terá eventos em todo Brasil

Postado por: admin | Postado em: NAPNE, Notícias | Não Comentada

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Decretado em 2006 pela Down Syndrome Internacional (DSI), ONG que reúne entidades ligadas à Síndrome de Down em todo o mundo, o Dia Internacional da Síndrome de Down tem como principal objetivo conscientizar a população sobre a questão da inclusão, propondo uma sociedade melhor. A data (21/3), ou 3/21 na grafia americana, faz referência aos 3 cromossomos número 21 que caracterizam a Síndrome de Down e foi ideia do geneticista Stylianos E. Antonarakis, da Universidade de Genebra.

Por ser um dos países mais empenhados para promover a data, em 2010 a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD) solicitou o apoio do Governo brasileiro para que 21 de março entrasse no calendário oficial da ONU, o que aconteceu no ano seguinte. Uma das responsáveis para que isso acontecesse foi a jornalista Patrícia Almeida, única latino-americana membro da DSI: “Cada país tem suas características na hora de promover a data. A Rússia, por exemplo, é famosa por realizar diversos eventos com médicos. Já no Brasil o foco é a pessoa com Síndrome de Down. A data é importante para reforçar que eles são cidadãos como quaisquer outros e merecem condições adequadas de vida”, explica.

Além de exercer as funções de jornalista e de ativista, Patrícia realiza uma ainda mais sublime: é mãe e tem uma filha com Síndrome de Down: “Quando Amanda nasceu, tomei um susto. Você é pego de surpresa, é inegável e pensei ‘por que eu?’. Mas logo passou e fiz outro questionamento: ‘por que não eu?’. Ela é uma dádiva, mudou minha vida e o jeito de olhar para ela”. Hoje, com oito anos, Amanda está terminando a alfabetização em uma escola regular e fala algumas palavras em inglês e espanhol por já ter vivido com a família nos Estados Unidos e na Venezula.

Quem tem a mesma opinião da jornalista é a dona de casa Maria do Carmo, que tem uma filha com trissomia 21: “O dia 21 de março é muito importante porque dá mais visibilidade já que, na maioria das vezes, as deficiências intelectuais são esquecidas. É o momento de propor a autonomia no campo do trabalho, da educação inclusiva. O país precisa se mobilizar e voltar seus olhos com mais carinho para pessoas como a minha filha. Ainda temos que melhorar muito em diversos aspectos”, alerta.

Mesmo com casos de preconceito e exclusão, para Patrícia o saldo é bastante positivo e há muitos motivos para comemorar na próxima quinta-feira: “Nesses últimos dez anos, a mídia ajudou a massificar a informação e o assunto começou a fazer parte do cotidiano de muita gente. A novela Páginas da Vida (a trama principal incluía uma criança com Síndrome de Down renegada pela avó) foi um verdadeiro divisor de águas, por exemplo. Se olharmos para trás, não tínhamos tantas crianças com síndrome matriculadas em escolas regulares. É uma conquista”, destaca.

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